
Uma perneira de milho nasceu no meu quintal
Onde ontem criei os lagartos hoje cresce ela
espontânea, filha do vento, e talvez da Melra
Em suas folhas verdes viaja já aquela imagem:
pipoca doce que me leva a sonhos de cinema
Poderia arrancar esse pé e ser deus no quintal
mas se não fui eu que a plantou...
Com que direito sego esse destino verde
Com que direito sego os projetos da Terra
e talvez do Vento e talvez da Melra...?
Impassível ficarei vendo o pé de milho crescer
contemplá-lo-ei subir a seu próprio céu...
Concha Rousia
Quintal d'Amaia 13 do 6 de 2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário