Poderia passar meia vida a imaginar-te
e outra meia a morrer nos teus braços
vendo que não eras como eu te sonhara
Poderia viver essas duas meias vidas
a nenhuma dessas duas eu renunciaria
Mas tenho apenas uma caneta e uma folha
escrevo e choro e rascunho dias sem sol
nos que tu és apenas a água que nasce
e flui da fonte dos meus olhos vivos de ti
vivo essas vidas à vez, misturadas nessa
Só porque te sonho a ti é que eu existo
então deixa-me criar-te para criar-me
e poderei depois morrer plena de vozes
em meio de silêncios que não ouço mais
Concha Rousia
Meu coração azul... Naturalmente dedicado à Galiza... a Maio e as nossas Letras...
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