
A mão manda ir embora
e a mão manda voltar
Sua impercetível magia
transforma o gesto duro
em carícia quase sentida
Desenha no ar uma asa
que faz voar as palavras
A mão não precisa letras
e nem precisa voz para
tocar os nossos olhos
com mensagens certas
A mão é quem rema
ela é quem afasta e
ela é quem aproxima
a mão mata e
a mão dá a vida
Mas há outra mão
a mão que tapa os olhos
a mão que protege
a mão que cega
que afoga os gritos
que voam no ar
A mão escreve
a mão apaga
a mão é lume e é água
A mão sempre a mão
Concha Rousia
Quintal da Amaia, 2 de maio de 2012
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