Meus poemas por escrever
e minhas letras fugindo de mim
fui derrotada por mim própria
Perdi meu cartão de embarque e
saí à procura de minha memória,
As árvores do quintal passeiam por mim
como se meus olhos fossem um caminho
a mão do Loureiro peneira seu branco pólen
veste de neve o chão sem precisar do inverno
A chuva já derreteu minha paciência
quero regar, mas o céu não me deixa
ele se ocupa, ele de tudo se ocupa...
veste e desveste meu destino, sem tino
O Loureiro respira paciente entre nuvens
com jazer majestoso de eterna árvore
enquanto eu me afogo nuns quantos anos,
sabendo-me peregrina que está de passo
Quem pudesse ser Loureiro centenário
ser casa e alpendre para que a Melra cante
em vez de apenas ser mortal testemunha
desta primavera branca que logo passa
Concha Rousia
Com Vander Lee...
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