A Rousia é essa montanha que herdei sozinha, e que está prenhada de mar, e por ele eu um dia viajarei para ir a ilha dos nossos, o povo que desapareceu da aldeia da Rousia. Ficam casas desfeitas, com paredes a amparar carvalhos que crescem na ausência do povo ido... Concha Rousia
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
No Diario da Noite
Quando não reconheço um poema meu, um filho que eu pari e não reconheci no seu momento e que agora encontro sem sinais de mim, sem identidade, sei que andei embebedada de inexistências... Meus óculos carregaram a vida de vazios, espaços de inconsciências ligeiras, opacas, desnecessárias, e portanto, ausentes, convertendo a vida numa coleção de dias desiguais, e mesmo parecidos, dias desertos de areias que caem sem que o tempo passe. Perguntar como, por que, ou mesmo para que, não adianta, pois as respostas jamais foram criadas, nem as perguntas inventadas, poderia eu agora inventar alguma e criar assim uma saída digna de meus labirintos, mas isso seria cobarde, seria como sair pela porta de atrás do próprio passado, sem nunca ter realmente estado...
Concha, foste minha oração matinal: um poema num monologo onde se lida com a p´ropria humanidade. Que assusta, fragiliza mas tão bela na sua singularidade. Lenta, porém, intensa; sábia, porém, esquecida... Abraços , com ternura, e desejos de um dia de çaz. Jorge
Bom dia Jorge, por dizer alguma coisa, pois o dia, mesmo que primaveril, é triste, a direita ganhou, toda a humanidade perdeu, fica a voz, ficam as pedras e fica a cidade de Compostela que já testemunhou tempos melhores, e piores... A longa noite de pedra dos galegos está já tao dentro deles que começam a pensar que o dia é assim... sem luz, sem ter que ver... Bom, acho que foi daí, desse sentimento que nasceu meu poema... Um abraço com carinho e fé (hoje necessito fé) no caminhar da humanidade, Concha
Concha, foste minha oração matinal: um poema num monologo onde se lida com a p´ropria humanidade. Que assusta, fragiliza mas tão bela na sua singularidade. Lenta, porém, intensa; sábia, porém, esquecida... Abraços , com ternura, e desejos de um dia de çaz.
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Bom dia Jorge, por dizer alguma coisa, pois o dia, mesmo que primaveril, é triste, a direita ganhou, toda a humanidade perdeu, fica a voz, ficam as pedras e fica a cidade de Compostela que já testemunhou tempos melhores, e piores... A longa noite de pedra dos galegos está já tao dentro deles que começam a pensar que o dia é assim... sem luz, sem ter que ver... Bom, acho que foi daí, desse sentimento que nasceu meu poema... Um abraço com carinho e fé (hoje necessito fé) no caminhar da humanidade, Concha
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